Novo tratamento para Alzheimer é aprovado no Brasil: entenda o que muda

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Donanemabe aprovado no Brasil: um novo marco no combate ao Alzheimer
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente um tratamento inédito e promissor para os estágios iniciais do Alzheimer. O medicamento, chamado donanemabe (comercialmente conhecido como Kisunla), é o primeiro no país com ação direta sobre as placas beta-amiloides, um dos principais marcadores da doença.
 
Essa aprovação representa um grande avanço na medicina e traz novas perspectivas para pacientes e famílias que convivem com essa doença neurodegenerativa progressiva.
 

O que é o Alzheimer?

 

O Alzheimer é a forma mais comum de demência no mundo. Trata-se de uma condição neurológica progressiva que afeta a memória, a cognição e, com o tempo, compromete a capacidade de realizar atividades básicas do dia a dia.
Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas vivam com Alzheimer no Brasil.
 
A doença avança silenciosamente, e quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de retardar seus efeitos.
 

Como o donanemabe atua no cérebro?

 

O donanemabe é um anticorpo monoclonal que age diretamente na placa beta-amiloide, uma substância que se acumula anormalmente no cérebro de pessoas com Alzheimer, levando à degeneração neuronal.
Essas placas são formadas a partir de fragmentos de uma proteína precursora que, quando quebrada de forma inadequada, se aglomera e interfere no funcionamento dos neurônios. O donanemabe tem como objetivo remover essas placas, e assim retardar a progressão da doença.
 
Segundo estudos clínicos, o tratamento conseguiu:
 
  • Reduzir em 35% o declínio clínico em pacientes com Alzheimer leve;
  • Diminuir em 39% o risco de progressão para o próximo estágio da doença;
  • Promover a remoção significativa das placas amiloides em até 76% dos pacientes após 18 meses de tratamento.

 

Para quem o medicamento é indicado?

 

O medicamento é indicado para adultos com Alzheimer sintomático em estágio inicial, ou seja, aqueles que apresentam:
 
  • Comprometimento cognitivo leve;
  • Estágio leve de demência;
  • Diagnóstico confirmado com presença de placas amiloides.
  •  
Essa especificação é essencial, pois os estudos mostram que quanto mais precoce o início do tratamento, melhores são os resultados.

 

Como é feito o tratamento?

 

O donanemabe é administrado por infusão intravenosa mensal:
  • 700 mg nas três primeiras doses;
  • 1400 mg nas infusões seguintes.
O protocolo terapêutico permite interromper o tratamento caso as placas sejam removidas a um nível considerado seguro, o que representa uma abordagem inovadora e individualizada no tratamento da doença.
 

E os efeitos colaterais?

 

Como qualquer medicamento, o donanemabe pode causar efeitos adversos. Os mais comuns incluem:
  • Dor de cabeça;
  • Reações alérgicas, incluindo casos graves durante ou após a infusão;
  • ARIA (anormalidades de imagem relacionadas à amiloide): inchaço cerebral ou pequenos sangramentos detectados por ressonância magnética, que podem ser assintomáticos ou, em casos raros, graves.

 

Por isso, o acompanhamento médico contínuo e exames de imagem são fundamentais durante o tratamento.
 

Quando estará disponível no Brasil?

 

A próxima etapa para a chegada do medicamento ao mercado é a definição de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). Esse processo pode levar até 90 dias. Nos Estados Unidos, onde o tratamento já é aprovado, o custo anual chega a aproximadamente R$ 172 mil.
 
A farmacêutica Eli Lilly afirmou que está trabalhando para tornar o medicamento disponível o mais rápido possível no Brasil.
 

Por que essa aprovação é tão importante?

 

Esse é o primeiro tratamento aprovado no país que modifica a história natural da doença, ou seja, atua diretamente nas causas da degeneração cerebral, e não apenas nos sintomas.
 
É um passo significativo na busca por tratamentos que ofereçam melhor qualidade de vida e mais tempo de autonomia para quem vive com Alzheimer. É também uma conquista para a ciência e para todos que há anos acompanham os desafios da doença.
 

A importância do diagnóstico precoce

 

A eficácia do donanemabe está relacionada ao estágio inicial da doença. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Os primeiros sinais de alerta incluem:
  • Esquecimentos frequentes;
  • Dificuldade para lembrar eventos recentes;
  • Mudanças de comportamento ou de humor;
  • Perda de orientação em lugares familiares.

 

Com o apoio da telemedicina, é possível facilitar o acesso a neurologistas e iniciar a investigação de forma ágil, principalmente para pessoas com mobilidade reduzida ou que vivem longe dos grandes centros urbanos.
 

A telemedicina como aliada do tratamento

 

Serviços de saúde digital e telemedicina são ferramentas fundamentais para:
  • Realizar triagens e consultas iniciais;
  • Monitorar pacientes que já estão em tratamento;
  • Oferecer suporte às famílias, com orientação de psicólogos, nutricionistas e clínicos;
  • Facilitar o acompanhamento multidisciplinar, que é essencial no cuidado com pessoas com Alzheimer.

 

A Vital Care, por exemplo, oferece programas que apoiam o cuidado integral da saúde da terceira idade, incluindo consultas com neurologistas e psicólogos via telemedicina.
 

Conclusão

 

A aprovação do donanemabe no Brasil representa uma virada de chave no tratamento do Alzheimer. Ainda que a cura definitiva não exista, desacelerar o avanço da doença já é um grande passo — especialmente para preservar a memória, a autonomia e o bem-estar de quem convive com o diagnóstico.
 
Se você tem familiares com sinais iniciais de comprometimento cognitivo, buscar ajuda médica o quanto antes pode fazer toda a diferença.
 
A ciência segue avançando, e cada novo medicamento como esse é também um sopro de esperança para milhões de pessoas ao redor do mundo.

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