o Brasil está vacinando mais, mas milhares de jovens ainda estão desprotegidos

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HPV: por que a vacinação continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir o câncer

 

O HPV não afeta apenas mulheres e a vacina pode salvar vidas

 

Quando se fala em HPV, muitas pessoas ainda associam o vírus apenas ao câncer de colo do útero. Mas a realidade é mais ampla.

O HPV (Papilomavírus Humano) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo e está relacionado a diversos tipos de câncer que podem afetar homens e mulheres. A boa notícia é que existe uma forma segura e eficaz de prevenção: a vacinação.

Mesmo com a vacina disponível gratuitamente no SUS, o Brasil ainda enfrenta desafios para atingir as metas de cobertura vacinal e proteger toda a população.

 

O que é o HPV?

O HPV é um grupo de mais de 200 tipos de vírus. Alguns causam verrugas genitais, enquanto outros estão associados ao desenvolvimento de cânceres.

Na maioria dos casos, a infecção não apresenta sintomas e pode desaparecer espontaneamente. Porém, quando o vírus permanece no organismo por longos períodos, pode provocar alterações celulares que evoluem para doenças mais graves.

 

Quais doenças o HPV pode causar?

O HPV está associado a diversos tipos de câncer, incluindo:

  • Câncer de colo do útero
  • Câncer de vagina e vulva
  • Câncer de pênis
  • Câncer de ânus e canal anal
  • Câncer de orofaringe (região da garganta)

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), praticamente todos os casos de câncer de colo do útero estão relacionados à infecção pelo HPV.

A vacina contra HPV funciona?

Sim.

A vacina HPV quadrivalente utilizada pelo SUS é considerada a forma mais eficaz de prevenção contra os principais tipos do vírus responsáveis por cânceres e verrugas genitais.

Além disso, estudos científicos demonstraram que uma única dose oferece proteção semelhante ao esquema anterior de duas doses em determinadas faixas etárias, motivo pelo qual o Brasil adotou oficialmente o esquema de dose única em 2024.

Quem deve tomar a vacina?

Atualmente, o público prioritário da vacinação no SUS é composto por:

  • Meninas de 9 a 14 anos
  • Meninos de 9 a 14 anos

Existem ainda grupos especiais que podem receber a vacina em faixas etárias ampliadas, conforme orientação do Programa Nacional de Imunizações.

Além disso, o Ministério da Saúde mantém uma estratégia de resgate para adolescentes e jovens que não receberam a vacina na idade recomendada.

 

Por que os meninos também precisam se vacinar?

Durante muitos anos, a vacina foi divulgada principalmente como uma ferramenta de prevenção do câncer de colo do útero. Isso fez com que muitas famílias acreditassem que ela era importante apenas para meninas.

Hoje sabemos que isso não é verdade.

O HPV também pode causar câncer de pênis, ânus e orofaringe em homens. Além disso, vacinar os meninos ajuda a reduzir a circulação do vírus na população e amplia a proteção coletiva.

 

A vacina é segura?

Sim.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra HPV possui um excelente perfil de segurança. Eventos adversos graves são extremamente raros, enquanto os benefícios da prevenção são amplamente comprovados.

Grande parte das informações alarmistas que circulam nas redes sociais não possui respaldo científico.

 

Quem já teve HPV pode se vacinar?

Pode.

O Ministério da Saúde informa que pessoas que já tiveram diagnóstico de HPV também podem receber a vacina dentro das faixas etárias elegíveis. Estudos apontam que a vacinação pode ajudar a prevenir reinfecções e reativações relacionadas aos tipos virais presentes no imunizante.

 

Mesmo vacinado, é necessário usar preservativo?

Sim.

A vacina protege contra tipos específicos do HPV, mas não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis. O uso de preservativos continua sendo uma importante medida de prevenção.

 

Por que a vacinação ainda é tão importante?

O Brasil assumiu, junto à Organização Mundial da Saúde, o compromisso de eliminar o câncer de colo do útero como problema de saúde pública até 2030. Para isso, é necessário ampliar a cobertura vacinal e garantir que mais adolescentes estejam protegidos antes da exposição ao vírus.

A vacinação é uma das estratégias de saúde pública com maior impacto na prevenção de doenças graves. No caso do HPV, ela representa uma oportunidade concreta de reduzir o número de casos de câncer nas próximas décadas.

 

Conclusão

O HPV é uma infecção comum, silenciosa e potencialmente perigosa. Embora muitas pessoas não apresentem sintomas, o vírus pode estar associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

A vacinação continua sendo a principal ferramenta de prevenção e tem eficácia e segurança amplamente comprovadas. Quanto maior a cobertura vacinal, maior será a proteção individual e coletiva.

Se você tem filhos, familiares ou adolescentes próximos, vale a pena conferir a situação vacinal e buscar orientação em uma unidade de saúde. A prevenção de hoje pode evitar problemas sérios no futuro.

 
 
 

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